A unânimidade pode ser burra, mas a maioria vence ;)


(by Flips)
Esse título foi só um trocadilho com Nelson Rodrigues, sou mais moderado e não considero ninguém essencialmente burro. Bom, mais ou menos. Enfim, isso não importa e talvez já tenha me arrependido de ter colocado esse título ;)
Mas seguindo ao papo, agora é a vez da classe C, a maioria representativa economicamente no Brasil. Definitivamente todos os olhos estão voltados para essa classe que consome muito hoje, sustenta o varejo e elege nossos governantes.
O domínio da classe C aparece em todas as esferas de nossa sociedade na economia, cultura, governo e tudo gira em torno dela. É claro que existem os pequenos grandes nichos de mercado porém, mais uma vez, o palco é da classe C. Essa classe tem mais gente e quer comprar, resultado do desejo que sempre tiveram nos passados anos mais pobres do Brasil e, agora com a efervencência econômica foi aberto um mercado imenso de consumidores ávidos por prestações, descontos e de são de fato trabalhadores.
Empresas como Casas Bahia, Ricardo Eletro visualizaram esse movimento antes e, propositalmente ou não, essas desenvolveram uma proposta muito adequada para esse consumidor – as campanhas transmitem um senso de urgência, como se realmente aquela seria a única chance de ter um televisor de LED por x mil parcelas sem juros. O supermercado Guanabara também é um grande expoente desse movimento, com desconfortáveis promoções anunciadas no auto-falante e mais de 70 caixas para aguentar essa demanda. Enquanto isso o Zona Sul cai.
Tudo bem, esse é o cenário – inquestionável por pesquisas e notícias. Agora vamos a ideia que deu origem a esse post.
Ontem no Facebook lí a coluna do Nizan na Folha http://www1.folha.uol.com.br/colunas/nizanguanaes/1169733-a-nova-classe-alta.shtml e raciocinei sobre suas palavras. Ele diz que a classe alta de filhos desiludidos/sem causa deve comandar a transformação dos valores do país. Bom, pensando assim temos um desafio grande – convencer, educar, emancipar a classe C para que consigamos seguir com um país melhor e mais sofisticado. Os meios de comunicação e cultura deverão olhar para as tendências e ter bom gosto para formarmos um país culturalmente rico, com boas cidades, com educação polida.
Hoje não temos isso no Brasil.
Na verdade talvez o dinheiro não liga muito pra isso, mas nem tudo deverá girar em torno do capital.
Somos um reflexo social de uma economia e educação desenvolvida para adequar-se às massas e não a desenvolvê-la. E aí, a maioria vence?


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6 Responses to “A unânimidade pode ser burra, mas a maioria vence ;)”

  1. Tommy disse:

Paul disse:

roberto disse:

Brandon disse:

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